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Siamesas seguem estáveis e uma já recebe nutrientes por sonda

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AVANÇO

Siamesas seguem estáveis e uma já recebe nutrientes por sonda

Gêmeas receberam transfusão no fim de semana por conta de anemia

13 JAN 20 – 12h:57RICARDO CAMPOS JR.

Uma das gêmeas que nasceram unidas pelo tórax e abdômen na Santa Casa de Campo Grande já começou a receber pela boca os nutrientes necessários à sobrevivência. Em boletim divulgado nesta segunda-feira (13), o hospital fala na chamada dieta trófica, quando uma sonda é colocada no paciente para que os nutrientes sejam levados diretamente ao aparelho digestivo.

Já a outra bebê continua recebendo os nutrientes necessários à sobrevivência diretamente nas veias, a chamada “dieta zero”.

Maria Júlia e Luna Vitória receberam transfusão de sangue no fim de semana por conta de uma anemia e tiveram os antibióticos trocados. Não há informações se os novos medicamentos são mais fortes ou fracos em relação aos que elas já tomavam.

O quadro clínico continua avaliado como grave, mas estável. Elas continuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal “devidamente acompanhadas pela da equipe médica Neonatal e pelas equipes de cirurgia pediátrica, torácica e cardíaca, além das especialidades clínicas”, diz o boletim.

Ainda não há definição sobre possível cirurgia de separação e tampouco novidades sobre a independência dos órgãos. Na semana passada foi divulgado que elas tinham quatro pulmões e dois corações, mas não havia certeza se compartilhavam as estruturas ligadas a esses órgãos.

EXPERIÊNCIA

O caso das gêmeas já é raro, ainda mais na Santa Casa, que só atendeu outros três ao longo dos anos. Em uma das situações, os bebês nasceram em Três Lagoas, foram transferidos, mas faleceram no Pronto Socorro.

Em outro, houve transferência para Goiânia para a cirurgia de separação, mas as crianças não resistiram. E somente no terceiro as meninas sobreviveram depois de separadas em São Paulo.

Durante a gestação, ao tomar conhecimento do problema, a equipe acionou o Hospital das Clínicas da capital paulista, que já atendeu número maior de casos do tipo. A mãe de Maria Júlia e Luna Vitória estava prestes a ser transferida quando deu à luz prematuramente.

Os médicos não descartam a possibilidade de convidar colegas que já se depararam com situações parecidas para ajudá-los a avaliar e lidar com as pacientes. “O padrão de cuidados é o mesmo nos dois hospitais. O que faz a diferença é a experiência”, completou Peres.

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