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Músicos da Capital levam instrumentos para a 14 de Julho

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FOLK NA RUA

Músicos da Capital levam instrumentos para a 14 de Julho

Artistas se apresentam em troca de valorização profissional e alguns trocados

7 JAN 20 – 07h:00NAIANE MESQUITA

Munidos de instrumentos musicais e uma força de vontade enorme – ao ponto de superar o sol forte de Campo Grande –, os artistas do projeto Folk na Rua se apresentam desde o fim do ano passado, todos os sábados, na Rua 14 de Julho, em troca de valorização profissional e alguns trocados.

“No primeiro dia, fomos a capela, sem estrutura de show alguma. As pessoas estranharam no início, acharam que estávamos pedindo esmola, mas lutamos para mudar justamente essa opinião, pela valorização do artista de rua”, explica o músico Jimmy Andrews, 31 anos. 

Populares em grandes centros urbanos, os artistas de rua costumam ser raros em Campo Grande. Com a revitalização da Rua 14 de Julho, Jimmy viu uma oportunidade de transformar o ponto em um local de música e cultura. Para possibilitar a apresentação, ele foi até a Secretaria Municipal de Cultura de Campo Grande (Sectur) e realizou alguns contatos. 

“Sempre quis estar perto do povo e faltava a condição de estar na rua. A ideia de fazer o evento pareceu oportuno e tem a ver com o estilo de vida que estamos levando, com o que acreditamos ser o folk. Logo no início, eu consegui apresentar um projeto escrito, tentando uma aproximação com a Sectur, e eles me orientaram sobre o melhor caminho”, explica. 

Apesar da autorização, a apresentação é feita sem nenhum investimento público. “Tenho uma caixa de som que possibilita recarregar a bateria sem o uso de tomada e estamos assim. A ideia é ampliar o projeto para outros pontos e estamos viabilizando outros equipamentos”, ressalta Andrews.

Além do músico, mais oito profissionais se revezam nas apresentações. “E eu tenho mais três pessoas que já falaram comigo para entrar no coletivo. Fora os que falaram com outros músicos. Eu senti uma demanda e estamos em fase de organização para expandir”, frisa.

PÚBLICO

Nem tudo são flores na rua, segundo Andrews, no início muitos lojistas desconfiaram da movimentação. “Como eu disse antes, acharam que queríamos pedir esmola”, explica. 

Após quatro edições, a ideia é continuar e com mais apoio. “Buscamos a valorização do artista de rua e acredito que estamos tendo um grande passo. As pessoas têm mudado a postura, valorizando a nossa música, mas é um passo de cada vez, de grão em grão. Queremos melhorar a estrutura para chegar com mais qualidade para o público”, frisa.

FOLK EM CASA

A ideia de criar o projeto surgiu de outra ação que Andrews desenvolvia na cidade. “A ideia de casa é remeter à intimidade das apresentações. As apresentações desse projeto aconteceram do fim de 2018 até março de 2019 em alguns bares, como o Genuíno e a Brava”, pontua. 

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