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Ilha alemã é berço de bebês foca no mar do Norte – 11/01/2020

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Berlim, 11 Jan 2020 (AFP) – Em pleno mar do Norte, a 60 km da costa alemã, a ilha de Helgoland, com suas impressionantes falésias, atrai muitos turistas, mas eles não estão ali por suas paisagens.

Nesta ilha, que foi uma base subaquática durante as duas guerras mundiais, a água é fria demais para um mergulho. Com os fortes ventos, o bom tempo é raro.

Mas os turistas procuram aproveitar outros espetáculos. Todos os anos, entre novembro e janeiro, as dunas de Helgoland – a “terra sagrada” – são invadidas por focas que chegam para dar à luz.

Recém-nascidos de pele branca, parecendo bichos de pelúcia, são o foco de fotógrafos amadores.

– “Tão perto” -“Eles estão tão perto agora. Eu os assisto frequentemente na televisão, mas aqui é ainda mais emocionante”, disse Karin, um turista alemão que chegou de Essen no oeste da Alemanha.

A associação Jordsand, que trabalha para preservar a biodiversidade dos espaços costeiros, registrou mais de 520 nascimentos desde novembro.

Com dois guardas florestais do município de Helgoland, os funcionários da associação também monitoram turistas nesta ilha de romantismo selvagem, onde o texto do hino nacional alemão foi escrito no século XIX.

Os visitantes são instruídos a não se aproximarem a 30 metros das focas, principalmente durante o período de reprodução. Apesar do carinho que geram quando são pequenos, as focas adultas podem pesar até 300 quilos. E elas não hesitam em morder para se defender.

Ute Pausch, guarda florestal em Helgoland, enfatiza o problema. “Às vezes, os turistas esquecem os limites e ficam muito próximos”, disse.

“Há consequências negativas no verão porque as focas se acostumam às pessoas. Quando elas querem brincar na água, elas podem ferir os banhistas”.

É por isso que foi feito um caminho para manter os visitantes afastados. Uma medida ainda mais necessária, pois, nos últimos anos, o número de focas reunidas na praia aumentou.

– Aquecimento global -Elmar Ballstadt, membro da associação Jordsand, explica que “eles são cada vez mais numerosos … porque a comida é abundante” na ilha.

Uma das razões possíveis, segundo os pesquisadores, é o aquecimento da temperatura da água de 1,6 ºC nos últimos 45 anos, como consequência das mudanças climáticas.

“Se o nível da água aumentar, certamente teremos novos desafios a resolver”, acrescentou Ballstadt. Isso possivelmente reduziria a área disponível na ilha.

Os recém-nascidos ficam três semanas com a mãe, no momento do desmame, antes de pular na água.

Nas próximas semanas, os filhotes irão para o mar, mas não deixarão o Mar do Norte.

A partir da próxima primavera, eles voltarão a Helgoland para mudar de pele e se encontrar novamente com os fotógrafos.

rl-str/ylf/mis/es/cc

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