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Diretor de jornal que estava em motel com vítima presta depoimento por 1h30 e nega ‘qualqu…

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“Ele fala que ambos realmente tiveram um envolvimento, porém, nega qualquer tipo de participação na morte dela, ressaltando que teria passado mal e veio a óbito. Nós não estamos dando nenhum detalhe por enquanto para não atrapalhar as investigações, são vários pontos sensíveis que temos a checar para realmente, junto com outros elementos, saber o que é verdade e o que não é”, afirmou ao G1 o delegado Ricardo Bernardinelli, responsável pelas investigações.

Ainda conforme o delegado, este é um caso que envolve o potencial uso de drogas e a divulgação, tanto da imagem quanto do teor do inquérito, pode ferir, não só a imagem da vítima como dos familiares que estão em luto.

Já o diretor de jornal, qualificado como testemunha, conversou com o delegado por 1h30 e “se mostrou disposto a colaborar”. “Ele estava acompanhado do advogado dele e agora nós temos uma série de buscas a serem concluídas. O inquérito está registrado no momento como morte a esclarecer, porém, caso haja alguma responsabilidade criminal, com certeza a pessoa envolvida vai responder”, explicou Bernardinelli.

De acordo com o delegado, a intenção é entender se a vítima teve mau súbito pelo uso de drogas, reação alérgica ou então a associação a algum medicamento. “Nós também estamos analisando imagens de câmeras, para saber se alguém levou a substância na porta do motel ou se chegou com as pessoas que estavam no quarto. Esta pessoa deve responder pelo tráfico de drogas”, avaliou.

Ao mesmo tempo, a investigação ainda tenta traçar uma linha cronológica do momento em que a jovem saiu do quarto até a morte. “O que as testemunhas apontam é que ela teve um certo descontrole emocional, algo inclusive que flagrado pelas câmeras. Isso foi por volta das 17h30 daquele dia e a questão foi evoluindo até o óbito, que foi teria sido no início da noite. Não é apenas um depoimento que vai decidir esse caso, então, estamos trabalhando como prioridade para esclarecer os fatos a sociedade o mais rápido possível”, finalizou o delegado.

Mulher morre ao lado de caminhão após mal súbito. — Foto: Reprodução/TV Morena

Mulher morre ao lado de caminhão após mal súbito. — Foto: Reprodução/TV Morena

A médica veterinária morreu na avenida Redentor, que fica perto do bairro Maria Aparecida Pedrossian, na noite da última quinta-feira (16). Ela estava em um motel nas proximidades fazendo uso de cocaína, segundo consta no boletim de ocorrência.

A polícia foi acionada por volta das 20h (de MS) e, ao chegar, foi informada por testemunhas que a vítima “havia se jogado sob as rodas de um caminhão”, sendo que pouco antes “saiu do local transtornada, aparentando estar surtada, pois se jogava e rastejava no asfalto, gritando o tempo todo”.

Ainda conforme as testemunhas, um homem que estava com ela no motel tentou colocá-la em uma caminhonete prata. No entanto, ela se recusava e inclusive algumas pessoas tentaram ajudá-la ao verem que ela estava “muito descontrolada e espumava pela boca”, de acordo com o boletim de ocorrência.

Sem conseguir colocá-la no veículo, o suspeito teria “acelerado” e saído do local em “alta velocidade”, segundo a investigação. Neste momento, a jovem teria atravessado a avenida em direção a um caminhão baú, com placas de Guarulhos – SP. O motorista prestou depoimento e ressaltou que, ao ver “a moça cruzando a pista acionou os freios” para evitar o atropelamento.

Assim que parou, percebeu que a vítima “tentava se enfiar entre os eixos do veículo”. Com a ajuda de outras testemunhas, ele tentou tirá-la, porém, em dado momento ela “caiu para trás já desacordada”. Quando a equipe do Corpo de Bombeiros chegou, a encontrou desacordada. Houve a tentativa de reanimá-la, mas, ela já estava morta.

Um equipe policial foi primeiro ao local e depois acionou reforço da Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. No quarto 08 foi apreendida uma porção de cocaína, que foi encaminhada para a Delegacia Especializada em Repressão ao Narcotráfico (Denar), além de quatro latas de cerveja e um frasco de descongestionante nasal e comprovante de pagamento de cartão.

Em seguida, o advogado do suspeito foi até a delegacia. Pouco tempo depois, uma advogada, representando a mãe da vítima, também esteve na delegacia e pegou uma cópia do boletim de ocorrência.

G1

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