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Conselheiro do TCE e ex-deputado é flagrado com arma em ação contra plano para matar autor…

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), apreendeu arma no apartamento do conselheiro do Tribunal de Contas do Estado e ex-deputado estadual, Jerson Domingos, em Campo Grande, nesta terça-feira (17).

O Gaeco esteve no apartamento de Jerson Domingos, em um bairro de classe média alta, em cumprimento a um dos 18 mandados de busca de apreensão que integram as investigações para desarticular um plano para matar um delegado de Polícia Civil e um promotor de Justiça.

O caso foi considerado inicialmente como porte ilegal de arma de fogo e por causa disso, Jerson Domingos foi conduzido para a Delegacia Especializada Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras). A reportagem não conseguiu contato com a defesa dele.

O apartamento do conselheiro estadual foi um dos 18 locais alvos de busca e apreensão na segunda fase da operação Omertá. O Gaeco esteve também em outra residência de classe média alta, que seria da sobrinha de Jamil Name, apontado como o chefe do grupo ligado a execuções em Mato Grosso do Sul.

Segundo o Gaeco, foram apreendidos com os investigados cinco espingardas, cinco revólveres, 160 munições de diversos calibres e uma moto com sinal identificador adulterado. Também foram recolhidos computadores e documentos.

Gaeco em prédio de classe média alta em Campo Garnde — Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena

Gaeco em prédio de classe média alta em Campo Garnde — Foto: Osvaldo Nóbrega/TV Morena

O Gaeco começou a investigar o suposto plano no final de fevereiro, depois que agentes penitenciários federais apreenderam em uma das celas do Presídio Federal de Mossoró um pedaço de papel higiênico com informações sobre atentados a autoridades e sobre a operação Omertá I.

No papel constava que dois advogados, um com escritório em Mato Grosso do Sul e outro morador na Paraíba, seriam os responsáveis por comunicar pessoalmente a ordem dos atentados a um homem e a uma mulher.

A cela onde o papel foi encontrado fica entre as ocupadas por Jamil Name e Jamil Name Filho, apontados por policiais como chefes do grupo investigado por execuções.

A primeira fase da operação Omertá foi deflagrada em setembro de 2019. A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e o Gaeco prenderam empresários, policiais e, na época, guardas municipais, investigados por execuções no estado.

A suspeita é que o grupo tenham executado pelo menos três pessoas na capital sul-mato-grossense, desde junho de 2018. Outras mortes também estão sendo investigadas.

A última morte atribuída ao grupo é do estudante de Direito Matheus Coutinho Xavier, de 19 anos. Ele foi atingido por tiros de fuzil no dia 9 de abril, quando manobrava o carro do pai, na frente de casa, para pegar o dele e buscar o irmão mais novo na escola.

Pouco mais de um mês depois, no dia 19 de maio de 2019, policiais do Garras e do Batalhão de Choque da Polícia Militar (BpChoque) apreenderam um arsenal com um guarda municipal, em uma casa no Jardim Monte Libano. Foram apreendidos 18 fuzis de calibre 762 e 556, espingarda de calibre 12, carabina de calibre 22, além de 33 carregadores e quase 700 munições.

Segundo as investigações do Gaeco, esse arsenal pertencia ao grupo preso na operação Omertá. A força-tarefa investiga se as armas foram usadas em crimes de execução nos últimos meses.

G1

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