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Com visitas restritas e sem jornais nas TVs, coronavírus muda rotina nos asilos de Campo Grande

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O coronavírus é uma pandemia e já tem dois casos confirmados em Campo Grande. O vírus tem mudado a rotina não apenas nas escolas, mas também nos asilos. Algumas casas de idosos já suspenderam a visita de familiares, atividades com voluntários e até os telejornais são evitados, para que não haja pânico.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia já recomendou que idosos que vivem em ILPIs (Instituições de Longa Permanência) devem evitar visitas, sair da instituição, atividades em grupo e ainda devem redobrar os cuidados com a higiene. Os idosos em asilos são considerados grupo de alto risco.

Os idosos em asilos são considerados grupo de alto risco. (Foto: Henrique Arakaki/Midiamax)

Em Campo Grande, casas de idosos já têm restringido as visitas desde a semana passada. Em um lar de idosos na Vila Bandeirante, os idosos não recebem nenhuma visita desde quinta-feira (12). Apenas funcionários podem entrar e eles seguem os procedimentos padrões para prevenir a transmissão.

No bairro Cabreúva, um lar de idosos não suspendeu totalmente, mas há uma restrição nas visitas. Cada idoso tem direito à visita de apenas um familiar, para evitar a aglomeração na instituição. Outra mudança é que foram suspensas atividades, como cultos religiosos e visitas de voluntários, como a Liga do Bem.

“Cultos e festinhas, suspendemos tudo. Os funcionários que tiverem qualquer sintoma de gripe não podem vir. Outra coisa é que estamos evitando ligar os telejornais. A maneira como eles estão expressando [na TV] é de que o mundo está acabando. Eles são frágeis, não é bom ficar vendo isso”, explica o diretor da instituição, Edson Garcia Ferreira.

Em uma residência geriátrica no Jardim São Lourenço, visitas também estão restritas. Só familiares muito próximos podem ver os idosos na instituição e a medida foi implementada há mais de uma semana.

Renato Barreto de Oliveira trabalha no setor administrativo da instituição e afirma que idosos lúcidos sabem sobre a doença, mas há um cuidado ao falar sobre o assunto para evitar o pânico. Os funcionários têm um espaço separado para lavar as mãos, que são os locais de contenção. “Além disso, os funcionários que trabalham em outros locais e vêm para cá devem tomar banho, trocar de roupa e fazer uso do álcool em gel”, diz. Em caso de qualquer sintoma, funcionários devem ficar em casa.

O novo coronavírus também mudou a rotina em um lar de idosos no Nova Lima. As visitas de grupos foram suspensas e apenas alguns familiares podem visitar, com autorização. Todos os funcionários devem usar máscaras e o trabalho dos estagiários de enfermagem no local foi suspenso.

“Tínhamos um ambiente que era nosso salão ou refeitório. Agora temos dois novos ambientes para os idosos. Além disso, crianças estão proibidas de entrar para visitas no momento”, diz o enfermeiro Anderson Gonçalves.

Anderson explica que alguns idosos não conseguem entender o que está acontecendo. Entretanto, alguns deles entendem e, como têm acesso à TV, estão curiosos sobre o assunto. “Eles são orientados sobre a prevenção e quando questionam, a gente orienta também”.

Em um lar para idosos no centro de Campo Grande, as visitas também estão suspensas. “A Sociedade Brasileira de Geriatria já liberou um protocolo, orientando que as instituições suspendam as visitas”, justifica a proprietária Caroline Greguer.

Cuidados com idosos

Para evitar a transmissão do coronavírus, idosos devem evitar aglomerações ou viagens, o contato com pessoas que retornaram recentemente de viagens internacionais e contatos íntimos com crianças.

“O atendimento às pessoas idosas deve ser preferencialmente em domicílio evitando-se a exposição coletiva em serviços de saúde. Idosos frequentemente são assistidos por cuidadores e profissionais de saúde. Tais profissionais, se apresentarem sintomas de gripe, devem evitar contato com seus pacientes e se houver qualquer dúvida sobre o contágio devem poupar os atendimentos”, recomenda a SBGG (Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia).

Os cuidados devem ser redobrados com idosos que têm comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial, doenças do coração, pulmão e rins, doenças neurológicas, em tratamento para câncer, portadores de imunossupressão entre outras, e aqueles com mais de 80 anos e portadores de síndrome de fragilidade.



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