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Cientistas estudam estímulos elétricos para tratar covid grave

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  • André Biernath – @andre_biernath
  • Da BBC News Brasil em São Paulo

Paciente internado está deitado numa maca hospitalar e é atendido por dois profissionais de saúde

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

A expectativa é que os pequenos choques no sistema nervoso ajudem a controlar a inflamação, um dos fatores por trás do agravamento de pacientes internados com covid-19

Imagine a cena: um pequeno eletrodo é grudado no seu corpo e emite, durante 90 minutos, estímulos elétricos indolores e quase imperceptíveis, numa rotina que se repete duas vezes ao dia ao longo de uma semana.

A prática, relativamente comum em sessões convencionais de fisioterapia, começa a ser avaliada também num cenário bem mais complexo: a covid-19 grave.

Cientistas brasileiros da Universidade Harvard, nos Estados Unidos, e da Universidade Nove de Julho (Uninove), em São Paulo, decidiram iniciar um estudo piloto para entender se a estimulação elétrica não invasiva do nervo vago, uma estrutura do sistema nervoso, pode trazer benefícios aos pacientes com os quadros mais severos da infecção pelo coronavírus.

“Sabemos que o sistema nervoso central tem um papel importante no controle da inflamação, que é um dos fatores por trás dos casos mais graves da covid-19. Queremos então buscar uma resposta anti-inflamatória”, diz o neurocientista Felipe Fregni, professor de reabilitação da Faculdade de Medicina de Harvard.

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