Por que votamos em Bolsonaro ?

Por que votamos em Bolsonaro ?

Por que votamos em Bolsonaro ?

Em 2017, Jair Bolsonaro era pouco mais do que um ex-militar de reserva de baixo escalão que, apensar de já ser deputado poucas pessoas levavam a sério. Ele era conhecido principalmente por seus discursos contra políticos de esquerda, aversão a gays e grupos LGBT, contra a mídia em geral, a favor de armas, contra pacifistas, sem muito respeito ao tratar com mulheres, crítico das Nações Unidas. Em 2018, porém, 55,13% dos eleitores brasileiros votaram em Bolsonaro, a nova força política dominante no país. Em janeiro de 2019, ele tornou-se chefe de governo.

Por que tantos brasileiros, instruídos ou não, votaram em Bolsonaro?

Em primeiro lugar, os brasileiros tinham perdido a fé no sistema político dos últimos anos. Muitos sentiam raiva das elites políticas de sempre, cujos gestores tinham causado uma das piores crises de corrupção da história do país. Buscava-se um novo rosto. Um anti-corrupto que promoveria mudanças de verdade, e poderia trazer segurança aos nossos lares. Muitos dos eleitores de Bolsonaro até se incomodavam com seu radicalismo para vários assuntos, mas os outros partidos estabelecidos não pareciam oferecer boas alternativas.

Em segundo lugar, Bolsonaro soube como usar as novas mídias digitais para seus propósitos. Contrastando o discurso burocrático da maioria dos outros políticos, Boslonaro usava um linguajar simples, espalhava algumas notícias duvidosas, e identificava de esquerda os jornais que avisavam que muito do que ele dizia era absurdo. Bolsonaro se mostrou como politicamente incorreto de propósito, o que o tornava mais autêntico aos olhos dos eleitores. Cada discurso, cada fala na internet era um espetáculo … “mitava” … “lacrava”. Diferentemente dos outros políticos, ele foi recebido com aplausos onde quer que fosse, empolgando muitos cidadãos.
Sua política de comunicação e propaganda se pautou em ser apresentada de uma forma popular, acessível e de fácil compreensão para as cabeças a quem era dirigida. A arte da propaganda consiste precisamente em poder despertar a imaginação do público através de um apelo aos seus sentimentos.

Em terceiro lugar, muitos brasileiros sentiram que seu país sofria com uma crise moral, e Bolsonaro prometeu uma restauração. Apoiado em sua base religiosa, procurou destacar a forma horrorizada como a educação, a família, as artes e os costumes de nosso país estavam se deteriorando.
Comunidade LGBT com muita importância, sistema educacional com necessidade de rever conceitos, dentre outros pontos que justificavam a sua fala para que ‘Conservadores’ pudessem voltar a restabelecer a antiga ordem.

Em quarto lugar, apesar de Bolsonaro fazer declarações consideradas ultrajantes – como a de que algumas mulher não mereciam nem ser estupradas – e dizendo que: Prefiro que um filho meu morra num acidente do que apareça com namorado gay -, muitos pensavam que ele só queria chocar as pessoas, a fim chamar atenção para sua campanha. Muitos brasileiros pacifistas, com valores à vida bem destacados, com grau de discernimento elevado, que tinham amigos gays, votaram em Bolsonaro, confiantes de que ele nunca focaria apenas em suas posturas mais exageradas ou de pouca importância geral para o país. Simplista, inexperiente e muitas vezes tão esdrúxulo, que até mesmo seus parceiros riam dele.
Muitos votaram achando que Bolsonaro poderia ser controlado e melhor instruído por ministros e assessores mais experientes, que ele previamente alegava que iria nomear. Afinal, de alguma forma ele precisava de alguns aliados para conseguir governar.

Em quinto, Boslonaro ofereceu soluções simplistas que, à primeira vista, faziam sentido para todos. O problema do crime, argumentava, poderia ser resolvido liberando mais armas para a população e atirando em bandido. Muitos problemas econômicos, segundo ele, eram causados por países conspiradores comunistas. A China passou a ser bode expiatório favorito. Tudo foi embalado em slogans fáceis de lembrar: “Brasil acima de tudo”, “Deus acima de todos”.

Em sexto lugar, alguns empresários logo aderiram a Bolsonaro, acreditando na promessa de políticas economias e fiscais menos burocráticas e mais justas, sem corrupção; e o empresariado é formador de opinião e angariador de votos dos empregados.

Em sétimo, mesmo antes do início de seu mandato, falar contra Bolsonaro nas mídias sociais tornou-se cada vez mais perigoso. Um exército virtual agressivo (com  muitos pagos para fazer isso) apoiavam e apoiam Bolsonaro, promovendo rápidas respostas, insultos e ameaças aos possíveis oponentes; limitando-se inicialmente ao abuso verbal, mas chegando também à violência física em passeatas, por exemplo violência contra reportes e às instituições como a órgãos do judiciário.
Nesse ponto, muitos brasileiros que não apoiavam tais atitudes, acabaram preferindo ficar calados para evitar problemas com os militantes e por acharem que seria um mal menor em vista de uma possível mudança.

 


Dois anos depois, com aproximadamente 500.000 mortos em uma pandemia mal gerenciada e até mesmo negada, interferência na Polícia federal para tentar garantir possível corrupção de filhos, demissão de vários ministros que davam sustentação moral para seu governo, muitos brasileiros que votaram em Bolsonaro dizem agora que não tinham ideia de que ele traria tanto problema ao nosso país. “Se soubesse que ele faria tudo isso (ou não faria, no caso das vacinas), eu nunca teria votado nele ”, é frase comum de se ouvir entre amigos e família.

Mas como podemos dizer isso, considerando que Bolsonaro publicamente já demonstrava o seu desprezo por algumas minorias e algumas áreas de conhecimento?

De fato, uma análise mais objetiva mostra que, justamente quando era mais necessário defender a democracia, os brasileiros caíram na tentação fácil de um demagogo enlouquecido que fornecia uma falsa sensação de segurança e mudança, mas com muito poucas propostas concretas de como lidar com os problemas do Brasil.

Bolsonaro não chegou ao poder porque todos os brasileiros eram radicais ou homofóbicos, mas porque muitas pessoas razoáveis fizeram vista grossa. O mal se estabeleceu na vida cotidiana porque as pessoas foram (e muitos ainda são) incapazes ou sem vontade de reconhecê-lo ou denunciá-lo como um presidente incapaz de governar.

Os brasileiros seguiram com a disposição de minimizar os atos de Bolsonaro em favor de um suposto “bem maior”, muitos não perceberam (e ainda não percebem) a loucura que a sua política e gestão governista estão fazendo.

Caso Bolsonaro não seja politicamente contido … poderá ser tarde demais para o futuro do Brasil. Isso se 500.000 vidas perdidas já não seja considerado tarde demais.

(AGORA LEIA A IMPORTANTE NOTA ABAIXO)


Você, leitor, pode achar que este texto foi escrito por um esquerdista ou comunista com vontade de difamar o Presidente Bolsonaro, MAS … antes que você siga com esse pensamento, saiba o seguinte:
O Texto acima foi simplesmente adaptado de uma matéria de outubro de 2018, do jornal El País, da Espanha, e não tinha nada a ver com Bolsonaro, mas sim, ADOLF HITLER e suas ações no nazismo.
A matéria original pode ser conferida aqui, LEIA E COMPROVE:
https://brasil.elpais.com/brasil/2018/10/06/opinion/1538852257_174248.html