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Armadilhas vão monitorar comportamento do mosquito da dengue e determinar ações

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AEDES AEGYPTI

Armadilhas vão monitorar comportamento do mosquito da dengue e determinar ações

Ovitrampa simula vaso de planta e é colocada em imóveis pré-determinados

10 JAN 20 – 17h:58ADRIEL MATTOS

A prefeitura de Campo Grande deve montar até o fim deste semestre armadilhas  que servirão para medir a presença do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus, e pautar ações de combate.  As chamadas ovitrampas já foram instaladas em bairros das regiões urbanas do Imbirussu e Lagoa.

Já começaram a ser montadas as estruturas da região urbana do Anhanduizinho. De acordo com a Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau),  as armadilhas são colocadas em imóveis pré-definidos, com o consentimento do proprietário, onde permanecem por um período inicial de sete dias, sendo posteriormente recolhidas e levadas ao laboratório da coordenadoria para a checagem e contagem de ovos, o que vai revelar a proporção na incidência do vetor.

Com isso, é possível mensurar se houve ou não aumento na infestação do Aedes aegypti naquela localidade, otimizando assim o trabalho. As ovitrampas simulam o ambiente perfeito para a procriação do Aedes aegypti: um vaso de planta preto é preenchido com água, que fica parada, atraindo o mosquito.

DADOS

O trabalho de atualização do Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) continua sendo realizado nas sete regiões de Campo Grande. O levantamento é importante para mapear os pontos  mais críticos e auxiliar nas ações estratégias a fim de otimizar as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya e garantir que as mesmas sejam efetivas.

Durante todo o ano de 2019 foram registrados 39.417 casos notificados de dengue em Campo Grande, sendo 19.647 confirmados e oito óbitos. Apesar dos números expressivos impulsionados pela epidemia do último ano, o mês de dezembro fechou com aproximadamente 45% a menos de casos registrados no ano anterior. Foram 355 notificações contra 519 de 2018. Até o dia 8 já foram notificados 59 casos de dengue e 1 de zika em Campo Grande.

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