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Agentes da Unei Dom Bosco pedem melhorias na unidade e ameaçam paralisação

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Na manhã desta quinta-feira (9), é realizado pente-fino na Unei (Unidade Educacional de Internação) Dom Bosco, em Campo Grande, no mesmo dia em que foi anunciada a dispensa do diretor-adjunto. A unidade foi palco de fuga em massa de 26 internos em 16 de dezembro do ano passado e agentes se reúnem na frente do estabelecimento para pedirem melhorias.

Por volta das 8 horas equipes do Batalhão de Choque com auxílio dos cães iniciaram a vistoria naquela unidade. Agentes socioeducativos relataram ao Jornal Midiamax que atualmente 82 internos estão abrigados ali e eles acreditam que adolescentes que já cumpriram pena administrativa naquela Unei, atualmente arremessam armas e drogas pelos muros.

Militares fazem vistoria na unidade (Foto: Henrique Arakaki, Midiamax)

Segundo os agentes, é comum que os suspeitos joguem tanto drogas, quanto bebidas e até mesmo as armas para dentro da Unei e até mesmo pulam os muros e entram na unidade, já que conhecem a falta de estrutura e de segurança. No plantão desta noite, que iniciou às 17 horas de quarta-feira (8), e terminou às 7h30, só haviam 4 agentes.

Além da defasagem, os agentes pontuam a questão estrutural, que também é reclamação dos adolescentes e das mães dos internos. Em novembro de 2018 um adolescente que fazia a limpeza da Unei morreu eletrocutado ao ser atingido por um fio desencapado. A parte elétrica da unidade é considerada precária e é comum a falta de luz.

Além disso, os agentes também afirmam que eles mesmos levam produtos de limpeza e higiene de casa para a unidade, já que nada é fornecido pelo Governo. Eles afirmaram que não farão mais tal procedimento, até que haja uma resposta das autoridades para melhorias na Unei. Conforme os agentes socioeducativos, até mesmo medicamentos para os internos saem do bolso deles.

Não há naquela Unei atendimento psicológico para os adolescentes e, como há poucos servidores, quando um interno precisa de atendimento médico, há grande possibilidade que ele tente fugir durante o encaminhamento. Em dias de visita, se estiver chovendo, por exemplo, as mães não tem local coberto para aguardarem até a entrada.

A assistente social Simone Menezes de Faria comentou sobre a situação da sala em que trabalha. Segundo ela, o telefone foi comprado com o próprio dinheiro e o computador é da casa dela. “Se não eu não teria nem como trabalhar”, afirmou. O agente Paulo Henrique Oliveira pontuou como urgente a presença da Polícia Militar permanente na unidade e o aumento de efetivo.

Os agentes contataram o sindicato e em conversa com o advogado se manifestaram ao Governo do Estado. Segundo eles, se não houver resposta em aproximadamente uma semana, com respaldo judicial eles podem paralisar as atividades. Em meio aos problemas e fugas, nesta quinta-feira oi publicada no Diário Oficial do Estado a dispensa do diretor-adjunto da unidade, que teria pedido para deixar o cargo.



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